Esse é o problema das pessoas que mentem tão bem;
Que encaixam tão bem as máscaras mais falsas de forma tão natural;
Que disfarçam o vazio dentro delas, a escuridão que enche a mente, o olhar exausto e profundo;
Que calam sua voz com bobagens e risadas falsas;
Que nunca se sentem suficientes;
Que sentem o peso enorme de algo sem fim, que transborda quando se está sozinha, mesmo com o corpo leve;
Que travam a pior das guerras com sua mente, bombardeadas incansavelmente, ocupadas com tantas peças pequenas que quando juntas se transformam num pesadelo;
Que têm medo de serem julgadas, de explicar o que ás vezes nem mesma consegue explicar, e quando consegue, não quer expressar algo que considera tão banal;
Que não querem se sentir doentes com um médico dizendo palavras para se permanecer viva, nem remédios;
Que não sentem mais os prazeres que tanto apreciavam-lhe a alma;
Que não mais se sentem únicos ou especiais;
Que se cegou às coisas boas da vida;
Que não mais vê motivo de viver uma realidade tão falsa, criada por si mesma;
Que só quer desligar-se da ansiedade que enforca e do passado que que lhe quebra;
Que vê esperanças na morte, não mais nos sonhos;
Que querem desistir, se não já desistiram;
Os mentirosos que querem mentir para si mesmos, mas cada vez mais se identificam com os tipos mentirosos.

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